Programação 2016

Dança à Deriva 2016 – 4ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea

Local: Galeria Olido – Centro de Dança Umberto da Silva
Entrada gratuita (Retirar ingressos com 1 hora de antecedência)

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PROGRAMAÇÃO

01 de agosto – segunda-feira

19h30 – Abertura

20h

COMPAÑÍA HOMBREBUHO (Colômbia)
Elogio de Guerra

 “Desespero cobre o dia. Agora não estou vivendo em qualquer tipo de mundo. Estou suspenso no éter. Não tem a paixão ou emoção de coisas individuais. A vida parece opaca. É difícil ordenar pensamentos. Estou sempre seguindo em vez de ir para onde quero ir”

Yenzer Pinilla, bailarino e mestre da academia superior de artes de Bogotá, e da faculdade de artes da Universidad distrital Francisco José de Caldas, é um artista envolvido com a direção de alguns dos mais representativos coletivos de dança da capital da Colômbia. Em 2015, motivou-se por montar sua própria companhia com o propósito de abrir novas portas criativas para sua pesquisa de linguagem e composição coreográfica. Com “Elogio de Guerra”, trata das angústias do homem contemporâneo, forçado a percorrer, inerte, um caminho que não escolheu em contraposição aos seus desejos mais profundos e prementes.

Direção e interpretação Yenzer Pinilla García
Técnico de iluminação e som Luis David Cáceres
Figurino Mila Chávez
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 40min

02 de AGOSTO – terça-feira

19h

BALÉ BAIÃO DANÇA CONTEMPORÂNEA (Ceará- Brasil)
Prelúdios para Danças Caboclas

Em “Prelúdios para danças caboclas”, Gerson Moreno, Cacheado Braga e Viana Júnior, atuantes na Cia Balé Baião, de Itapipoca, interior do Ceará, desenham na cena um itinerário de Ritos precários e crus. Gradativamente os corpos se fazem “abertos para incorporar” suas ancestralidades caboclas, curandeiros, pajés e guerreiros, na vibratória de maracás, tambores, loas e clamores desnudando suas peles encarnadas pelo Urucum sagrado. As características caboclas se revelam nos corpos afro-indígenas dos dançarinos, que despretensiosamente des-dançam paços da tradição, evocam códigos, símbolos e gestos que residem na gíria da Jurema, e através delas se permitem chegar a outras possíveis corporeidades, outros possíveis rituais.

Concepção e direção: Gerson Moreno
Artistas-criadores: Viana Júnior, Cacheado Braga e Gerson Moreno
Música ao vivo: Viana Junior
Cantos: Gerson Moreno e Viana Júnior
Trilha mecânica e registros: Cacheado Braga
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 35 minutos

19h45

PATRICIA PINA CRUZ (São Paulo – Brasil)
Z.I.G.O.T.O.   

Em Z.i.g.o.t.o, Patrícia Pina Cruz levanta questionamentos sobre o poder dos gêneros, a luta de forças entre os sexos, a supremacia de um perante o outro ou igualdade de importância na existência. O poder de nossas heranças sociais patriarcais emaranhadas em nossa mitologia pessoal limita a percepção exata das coisas; a percepção é influenciada pelo censo comum. Z.i.g.o.t.o, vem negar essa herança patriarcal, que passa por uma cultura de dominação que oprime especialmente as mulheres, que nega a elas humanidade e as trata como inferiores e incapazes. A luta entre os estereótipos dos gêneros resulta no estupro, dando origem assim ao zigoto, fecundo da escravidão e do ódio de séculos de moldes opressores de sociedade, mas também, fecundo de esperança e de um recomeço de luta contra qualquer forma de opressão.

Concepção e cenário: Patrícia Pina Cruz
Figurino: Patrícia Pina Cruz e Brechó Xodó
Trilha sonora original: Dj Selva
Luz: Edu Luz
Assistência de criação: Black Escobar
Imagem: Vanessa Nascimento
Classificação indicativa: 18 anos
Duração: 20 min. 

20h30

DUAL CENA CONTEMPORÂNEA (São Paulo – Brasil)
Profetas da Selva

Espetáculo criado a partir do envolvimento dos integrantes da Dual com a rotina de trabalho, de rituais e danças na casa sagrada, da religiosidade, da música e das pinturas corporais das aldeias Guarani Guyrapa-Ju e Krukutu, ambas situadas no Estado de São Paulo, “Profetas da Selva” propõe a recomposição de danças praticadas pelas etnias Tupi e Guarani no século XV, para evocar a mitologia ao redor do chamado “profetismo tupi-guarani”, cujo tema principal consistiria nas grandes migrações “místicas” dirigidas por xamãs em busca de uma terra maravilhosa – ‘Yvy Marã ey’, Terra Sem Mal –, onde deuses e homens seriam iguais e cujo acesso se daria através de jejuns e de danças, conduzidos por profetas.
Após a apresentação, bate-papo sobre a temática e o processo de criação.
Contemplado pelo edital PROAC n 04/2015 para a Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Direção geral e cênica: Ivan Bernardelli
Elenco: Junior Gonçalves, Kleber Cândido, Ivan Bernardelli, Urubatan Miranda e Wellington Campos
Projeto de Luz e Iluminação: Osvaldo Gazotti
Tatuagens: Mauro Nakata – Tattoos do Mauro
Cenografia: Mauro Martorelli
Coordenação da Pesquisa e Intercâmbio nas aldeias indígenas: Roger Muniz
Orientação da Pesquisa Musical: EdsonTosta Matarezio
Oficina de Pintura Corporal Indígena: Xumaya Xya (indígena Funil-ô)
Produção e Produção Executiva: Radar Cultural Gestão e Projetos – Solange Borelli
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 50 min.

03 de AGOSTO – quarta-feira

19h

CAMILA BILBAO(Bolívia)
Vértigo

Em “Vértigo”, trabalho multidisciplinar, que combina teatro, dança e audiovisual, criado pela dramaturga Camila Urioste e a bailarina Camila Bilbao, o tubo de poledance – que nos últimos anos vem se distanciando de seu lugar tradicional de entretenimento em bordéis e transfornando-se em uma disciplina que mulheres de todo tipo praticam para conectar-se com seu corpo, estar em forma e divertir-se –, torna-se um elemento narrativo para falar da mulher e seu corpo, seu medos e sua relação com outras mulheres.

Criação: Camila Bilbao e Camila Urioste
Direção: Camila Urioste
Coreografia e interpretação: Camila Bilbao
Texto e encenação: Camila Urioste
Iluminação: Diego Ayala
Desenho sonoro: Bernardo Rozo
Produção: Gabriela Claros
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 45 min 

19h45

CIA. FLEX DE DANÇA CONTEMPORÂNEA (Ceará – Brasil)
Vida ou morte ao boi

O trabalho nasce do desejo de compreender as possíveis relações e distanciamentos existentes entre a brincadeira do Reisado, folguedo popular brasileiro, e a demanda tecnológica contemporânea, partindo da vivência e observação de um lugar que, mesmo rico em tradição, se desvincula a passos largos da essência, que vê a globalização com ares dicotômicos e não conectivos, impossibilitando as relações da cultura hight-tec com os costumes tradicionais.

Criação, direção e interpretação: Thiago Soares
Sonoplastia: Manoel Saldanha
Iluminação: Karol Araújo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 35 min.

20h30

EnNingúnlugar & AMARANTO (México)
Re-Construcción de los hechos

“Comece com a morte refazendo o caminho para a vida e, finalmente, regressar à morte … Um mundo onde tudo é duplo, onde a mesma coisa acontece duas vezes …”
A Invenção da Solidão, Paul Auster

Projeto de pesquisa cênica e fotográfica mutável e adaptável, “Re-Construcción de los hechos” inspira-se no ciclo da água como metáfora e necessidade real para a vida e a morte. A partir de ângulos diferentes, a peça explora a reconstrução, redefinição e re-significação constantes a que estão submetidos nossos corpos físico e mental.

Equipe de criação: Luis Rubio, Eliana Jiménez e Catalina Torres
Intérpretes: Eliana Jiménez e Luis Rubio
Música: Handgedup, Rafael Anton Irisarri, Taylor Deupree.
Edição musical: Eliana Jiménez
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 45 min.

04 de AGOSTO – quinta-feira

19h

OTRAPIEL COMPAÑIA DANZA (Paraguai)
Corteza                                                                                             

Baseado na carta “O Inverno sempre se transforma em Primavera”, escrita pelo Monge Budista Nichiren Daishonin, por volta de 1250, “Corteza” explora, por meio de diferentes linguagens de composição estética, como o ser humano evolui e transcende avançando frente aos obstáculos.

Direção geral e produção: Otrapiel Cia.
Integrantes: Diana Fuster, Natalia Fuster e Giselle Montanholi
Bailarinas convidadas: Kely Borges (Faces Ocultas Cia de Danza)
 Música original: Pierpaolo Fuster, Evelin Gleinnie e Muse.
Figurino: Sara Fernández
Coreografia e cenografia: Otrapiel Cia.
Assistente de coreografia: Fernando Hurtado (Espanha).
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 50 min.

20h

NÍVEA JORGE E VIANA JUNIOR (CEARÁ-Brasil)
Solo de Barro

“Filhos criados no leite de barro. No chão de terra batida. No torno da vida.”

Numa busca pela (re)significância da sua dança, Nivea Jorge propõe uma concepção que surge a partir da sua própria projeção, com a metáfora entre o feitio do jarro e as diferentes fases da vida. A partir desse autoencontro, o barro como elemento imagético e sensorial, é o mote para explorar o desconhecido numa descoberta de percursos corporais que traduzem o corpo como sujeito e objeto de arte.  O fio condutor é o diálogo entre movimentos e sonoridades que refletem o eco da natureza humana em busca de sua origem, da (re)significância do “eu” ancestral. Uma obra que se propõe ritualizar os ciclos do Sagrado/humano, pelo barro, água, fogo e ventanias afro-indígenas/ancestrais.

Concepção e performance: Nívea Jorge
Músico: Viana Júnior
Direção dramatúrgica: Gerson Moreno
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 25 min.

05 de AGOSTO – sexta-feira

19h

COMPAÑIA FÓSFORO ESCENAMÓVIL (México)
Tripulación a bordo

 “Tripulantes são aqueles que se convertem em barco”

“Tripulação a bordo” fala de trânsitos, dos impulsos e caminhos que percorremos para resolver nossos conflitos. Com trilha sonora original da Triciclo Circus Band, a coreografia nos coloca em um barco  onde cinco tripulantes – um marinheiro, um piloto, um gondoleiro, um maquinista e um astronauta – empreendem uma viagem para fugir da melancolia da rotina e realizar o sonho almejado por cada um. Seu formato lúdico torna a peça também apropriada para o público infantojuvenil, que está aprendendo que na vida há momentos difíceis e que muitas vezes a solução está em nós mesmos

Direção geral: Patricia Rodríguez e Raul Rosas
Direção coreográfica: Patricia Rodríguez
Elenco: Raúl Rosas, Karen Orozco, Mauricio Rico y Patricia Rodríguez
Música original: Alejandro Preisser
Trilha sonona original: Triciclo Circus Band
Luz: Jésica Elizondo
Direção de arte e figurino: Raúl Rosas
Classificação indicativa: livre
Duração: 20 min.

19h30

KALUS DANZA CONTEMPORÂNEA (Colômbia)
No sistematico

Vivemos como unidades de produção, mas somos seres de pensamento e  sentimento. Por que nos comportamos como robôs? Por que buscar a aprovação dos outros, em vez de buscar nossa realização? Por que não arriscar mais e ouvir mais a nós mesmos? “No Sistematico” propõe uma reflexão sobre estas questões por meio de uma proposta coreográfica de improvisação para ser vista a partir de qualquer ângulo e permitir que cada um construa sua própria história.

Direção e coreografía: John Fandiño
Intérpretes criadores: Gabriela Pardo e John Fandiño
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 12 min.

20h

PROYECTO INMERSÍON (ARGENTINA)
Inmersión

“Inmersión” une corpo e imagem em constante movimento, para acompanhar a vida de um ser, desde o nascimento, passando por seu condicionamento social, o desenvolvimento do feminino até a luta pela liberdade. O corpo, presente aqui e agora, se multiplica, dialoga com sua imagem projetada, com suas sombras e as diversas paisagens, que se desdobram em outras personagens. O pequeno e o sublime se entrelaçam num percurso que convida à intimidade do mundo, do corpo e seu fluir.

Concepção e direção: Pamela Fernández e Sebastián Labaronne
Coreografía e dança: Pamela Fernández
Criação audiovisual e Iluminação: Sebastián Labaronne
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 45 min.

21h

COLECTIVO CHILE (Chile)
Paisajes 

“Paisajes” se constrói por meio de desenhos corporais e sonoros que representam certa extensão do terreno feminino. A partir de uma visão lúdica e irônica, vários clichês relacionados ao papel da mulher – inocência, feminilidade,  vulnerabilidade – são visitados e manipulados para transformá-los em ferramentas de poder.

Criação e Interpretação: Paula Sacur.
Interpretação: Paula Sacur e Francisca Sazie.
Criação e interpretação musical: Isidora Edwards.
Desenho de luz: Cristián Reyes.
Assistente de direção: Ernesto Orellana
Assistente cênico: Francisco Miranda
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 25 min.

22h

ALINE BRASIL E ANNA BEHATRIZ AZEVEDO (Goiás – Brasil)
Ao caírem as abas

“Ao caírem as abas” nasceu da parceria entre três artistas goianos: Aline Brasil, bailarina, atualmente residindo em São Paulo, Anna Beahtriz Azevêdo, bailarina e artista plástica, e o músico Jeferson Leite. As principais referências partiram do conto “Cadeira”, de José Saramago, e se estenderam para outras perspectivas em torno da discussão sobre a queda de uma cadeira que, com os anos, torna-se frágil por guardar dentro de si seres que carcomem o seu interior, construindo caminhos e significados que só se tornam visíveis quando a sua estrutura roída cai. A leitura sobre esta queda trouxe, na perspectiva dos artistas criadores, diversas imagens que traduzem a degeneração, a decomposição, o limiar entre a vida e a morte. Em oposição ao processo criativo, que em grande parte se deu dentro de um apartamento fechado, o trabalho adquiriu uma relação muito próxima com o público, ultrapassando a estrutura de palco.

Intérpretes-criadoras: Aline Brasil e Anna Behatriz Azevêdo
Trilha sonora: Aline Brasil e Anna Behatriz Azevêdo
Música: Jeferson Leite
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 30 min.

06 de AGOSTO – sábado

19h

COLECTIVO CANINOS – DANZA Y NO DANZA (México/Colômbia)
MOR, Sutilezas del sueño

“MOR, Sutilezas del sueño” é um jogo baseado no conto “7 coisas que você deve saber sobre Jeronimo”, do escritor mexicano Ruy Feben. Na história, um especialista em Súbito Movimento Ocular (MOR) narra a vida de Jerônimo, homem rico e poderoso que frequenta uma empresa de sonhos com o desejo de superar um trauma da infância, viajando em um mar de possibilidades, memórias, ficção e realidade.

Intérprete criador: Christian Jiménez Rojas
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 30 minutos 

19h30

KALUS DANZA CONTEMPORÂNEA (Colômbia)
No Fatum

Qual é a sua história pessoal? Que caminhos tem percorrido? Em quem você se tornou com suas decisões e aprendizado? Experiências vividas, incorporadas e recolhidas como pedras de caminhos quadrados, circulares, infinitos que geram  outros caminhos iluminados de cores e grandes avenidas cinzas, metálicas, asfaltadas. Estradas onde temos de caminhar sem ver, sem saber. Caminhos invisíveis sem rumo onde o trajeto que cada um forja é, no final, a viagem de sua vida e não só um destino que se encontra.

Criação e coreografía: Mónica Osma e Jose Jaime Vanegas
Direção: John Fandiño
Intérpretes: Mónica Osma e Jose Jaime Vanegas
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 15 min. 

20h

CIA DE DANZA CONMINOMBRE (Chile)
Algunos mitos sobre el cuerpo y otras siutikerías 

“Um corpo é uma imagem ofrecida a outro corpo” Jean Luc Nancy.

Com (aparentemente) um intérprete na cena, “Algunos mitos sibre el cuerpo y otras siutikerías” transita com humor por diferentes formas de materializar a ideia do corpo na cena contemporânea. Ao organizar e ressignificar, por meio dos possíveis jogos de sentido, as diferentes relações que o corpo e sua imagem exibem, levanta questões, pondera sua existência e dá lugar ao pensamento sensível repartido por cada fragmento de ser sujeito. Dança o corpo ou o sujeito?

Direção: Luis Moreno Zamorano
Intérpretes: Luis Moreno Zamorano, Ignacio Vargas, Javier Muñoz Máximo
Criação audiovisual: Ignacio Vargas
Apoio técnico: Javier Muñoz Máximo
Apoio sonoro: Jose Miguel Candela
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 35 min.

20h45

CIA HOMBREBUHO (Colômbia) & EN NINGUNLUGAR (México)
“Intromisiones Insatisfactorias”

“Intromisiones insatisfactorias” investiga os problemas de comunicação entre dois homens que habitam o mesmo espaço. Representa um “não-lugar”, um espaço absurdo onde dois indivíduos, sem saber como ou porque, despertam um dia completamente colados. Incapazes de serem percebidos pelos outros, tentam resolver o seu estado por meio de incessantes debates e inevitável viagem interna que implica em reconhecer-se através do outro.

Companhias: En Ningúnlugar (México) e Hombrebúho (Colombia)
Criadores intérpretes: Luis Rubio e Yenzer Pinilla.
Música: Cowboy Bebop, Godspeed you Black Emperor
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 min.

 

07 de AGOSTO – domingo

19h

RESULTADO CÊNICO DO LABORATÓRIO COREOGRÁFICO CAMALEÃO
Yenzer Pinilla e Ingride Londoño 30’

19h30 

COMPAÑIA FÓSFORO ESCENAMÓVIL (México)
Enigma de un dia sin Luna

“Algo morre para resurgir”
“Enigma de un dia sin luna” traz como tema a relação de codependência entre um homem e uma mulher, e cujo conflito se resolve com o despreendimento de um dos personagens para chegar ao desenlace da morte do outro.

Direção geral: Patricia Rodríguez e Raul Rosas
Coreografía: Patricia Rodríguez
Intérpretes: Raúl Rosas y Patricia Rodríguez
Música: Alejandro Franco e Alfredo Sánchez
Cenografia e iluminação: Jorge Guillen
Figurino: Brenda Zepeda
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 20 min

20h

KALUS DANZA CONTEMPORÂNEA (Colômbia)
Viví-En-Do

O que nos une é verdade, o que nos separa é ilusório…(lei de origem e princípio ancestral dos povos indígenas)
“Viví-en-do” nasce da reflexão da companhia sobre um mundo menos indiferente, menos egoísta e mais solidário para com o sentir e o pensar do outro. A mídia, a violência, o individualismo e a necessidade de obter coisas materiais nos distraem e distanciam Contemporânea , dirigida por John Fandiño, comemora 10 anos.

Direção e coreografía: John Fandiño
Intérpretes criadores: Mónica Osma, Gabriela Pardo, Jose Jaime Vanegas e John Fandiño
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 12 min.

 20h30 

COLECTIVO AL BORDE DE LA PISCINA  (Uruguai)
Al borde de la piscina

Um encontro, um jogo, um desafio ao tempo, um processo em processo
Imagens, ideias, sonhos, conflitos, verdades e mentiras
uma voz, um grito, um canto
Este solo absolutamente despojado revela a realidade de um corpo maduro com espírito jovem. Mostra a fragilidade do ser em contraposição ao poder da vida, da força do ser humano que escolhe a luta, a beleza, o amor e o aprendizado em vez da complacência, a resignação e a rotina. Ambos os criadores – diretora e bailarino –, dois veteranos da dança, decidiram “atirar-se na água” e gozar do privilégio que a vida lhes dá: dançar.

Direção: Norma Berriolo
Bailarino: Luciano Álvarez
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 35 min.

OUTRAS AÇÕES 

2 a 6 de AGOSTO – terça a sábado

16h

CONVERSATÓRIO

Espaço coletivo de compartilhamento e conversas em que os diretores das companhias falam sobre suas dramaturgias e processos. O bate-papo tem coordenação e mediação de Sylvia Fernandez, articuladora cultural boliviana, coreógrafa e diretora da Vidanza Companhia. Sylvia também participou da curadoria desta edição da Mostra.

 

3 a 6 de AGOSTO – quarta a sábado

das 10h às 13h

OFICINAS – Local: Centro de Referência da Dança-Baixos do Viaduto do Chá, s/n Galeria Formosa, Centro-SP. Inscrições: chegar 1(uma) hora de antecedência.

3 de agosto – “Pesquisando sobre relação do movimento, espaço e o outro.” – Coordenado por John Fandiño(Colômbia): Diretor da Kaluz Danza-Corpo em movimento, professor na Universidad El Bosque em Bogotá, com mais de de 11 anos de experimentação dos movimentos do corpo, o bailarino e coreógrafo desenvolveu um estilo de treinamento que combina diferentes linguagens própria iniciativa: a técnica mista.

Proposta: Através desta técnica experimento sequências focadas  no desenvolvimento do movimento e a sua relação com o espaço e os outros são criados. É caracterizada pelo controle do corpo, mudanças bruscas de nível, peso, lateralidade e frentes que geram busca de raiz, fluência e espontaneidade do movimento; libertando assim os atores bailarinos dançam estabelecida preconceitos. Além disso, esse estilo se distingue por ser permeável, porque ele está em uma busca e transformação permanente. Os atores bailarinos que experimentam técnica mista são feitos participantes desta transformação, através do desenvolvimento de suas habilidades e interesses. Por conseguinte, esta é uma técnica que permanece em um processo constante de reencontro. Após cada sessão diálogos em mesas redondas através de reflexões verbais e corpo improvisação exerce participantes irão apresentar as perguntas, experiências e argumentos que tomou durante o treinamento e colocar em prática o que eles têm assimilado ao ser feita. A oficina irá incidir não só sobre a experiência física, mas também sobre a aplicabilidade para o desenvolvimento do ator no palco, para este exercício de improvisação individual e colectiva será proposta para implementar o que tem sido desenvolvido na oficina

 

4 de agosto – “POLARIDADE” – Coordenado por: Luis Rúbio e Eliana Jiménez (México e Colombia).

Proposta: Baseia-se no trabalho de chão (Luiz Rubio) em transição para a verticalidade com ferramentas(Elena Jimenez) extraídas da técnica mista. É em um processo de pesquisa onde o indivíduo aprende a reconhecer, descobrir sua anatomia e motores cinéticos Estes permitem que você. Livrar-se de códigos de apresentações de dança começa a resolver rotas (plana, médio, ar) que porponen do instinto, intuição e gestão optimizada das suas possibilidades Corporalidade específicos. Exploração: a partir da análise de ambivalência que surge trasladas outros corpos físicos e questões espaciais em que a “reconstrução dos factos” (repetição, contenção e dependência) projeto é construído. dinámcas e situações onde os problemas mencionados são abordados a partir do trânsito entre os estados de energia positiva e negativa, observando como é que através de transições otimiza e diversifica o modo como habitamos surgem do corpo.

5 de agosto – “Metodologia de ‘Paisagens’, Geometria abstrata” – Coordenado por Paula Sacur (Chile).

Proposta: Nos permite mergulhar em geometria abstrata; círculos, pontos, linhas curvas, ângulos, e suas combinações. Criando infinitas possibilidades no movimento, redescobrindo o caminho que permite o sentimento eo compromisso do corpo no espaço simultaneamente e de forma aberta. Integrando qualidades, texturas desses eventos corporais, promovendo uma experiência energética, estimulando a percepção de expandir as possibilidades expressivas, a compreensão da capacidade anatômica natural de cada corpo, a liberdade autoral, em conjunto e amor.

6 de agosto – “Potência do movimento expressivo” – Coordenador: Natália Fuster (Paraguai): Coreógrafa, Bailarina e fundadora  da Otrapiel Compania de Danza, junto com Giselle Montanholi e Diana Fuster.Professora( universidade Uruguai ou Paraguai),  pesquisadora de dança contemporânea e dança teatro.

Proposta: Partindo dos princípios básicos da criação artística da Cia Otrapiel, deixando em foco a  potência do movimento expressivo no qual as integrantes tem experimentado em suas obras e  pesquisas nas apresentações no Paraguai e no Brasil desde 2007. Corteza-Como construimos nosso presente é o resultados das ações do espaço/tempo que habitamos. Una tras otra – Fusão de texto, música e tecnologia.

LABORATÓRIO COREOGRÁFICO

Camaleón – Investigação de Movimento  (mostra de resultado no dia 7)
Por: Ingrid Londoño e Yenzer Pinilla

O laboratório coreográfico “Camaleón” é um projeto de formação e investigação do movimento aplicado com a função de construir experiências cinéticas e acionar qualidades relacionadas com agilidade, capacidade de adaptação e consciência  corporais. Como dinâmica, é dividido em três momentos que buscam um corpo camaleão, com base nas características próprias do animal, sua conduta e comportamento: corpo sigiloso, corpo em relação e corpo habil/composição instantânea.

Ingrid Londoño – Bailarina, coreógrafa e pesquisadora, é formada em Dança contemporânea pela Universidad Antonio Nariño e pela Academia Superior de Artes de Bogotá. Dançou em vários eventos nacionais e internacionais, integrando companhias de Bogotá como Zigma Danza,  Anvar , Colectivo Carretel Danza e Dinamov Danza, da qual é diretora.

Yenzer Pinilla – Mestre em artes cênicas pela academia superior de artes de Bogotá, atua como professor de dança contemporânea na  Academia de Artes Guerrero, na Universidade Manuela Beltran e no projeto de formação artística Luctari Mentoris (Bogotá). Integrou e dirigiu várias companhias de dança e atualmente está à frente do projeto de criação cênica independente HombreBuho, trabalhando em colaboração com o coletivo En NingunLugar (México) e a companhia De-u-seme (Colombia).

3 e 4 de AGOSTO – quarta e quinta-feira

18h

MOSTRA DE VIDEODANÇA | DOCUMENTÁRIO
Na Oficina do Zé Américo

O Documentário “Na Oficina do Zé Américo” registra e revela como se desenvolveram as experimentações corporais no Galpão da Cena de Itapipoca (antiga oficina do Pai de Gerson Moreno, o Zé Américo), de agosto de 2014 a fevereiro de 2015, que geraram a Demonstração Técnica “Receitas de baião e outros pratos”. Também compartilha das oficinas ministradas pelos artistas/pesquisadores convidados que vieram contribuir com a feitura do livro “Dança Balé Baião: 20 anos em Companhia”.

Fotografia/edição: Cacheado Braga | Colaboração: Gerson Moreno

Projeto contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013. 

5 e 6 de AGOSTO – sexta e sábado

LANÇAMENTO DE LIVRO
Dança Balé Baião: 20 Anos em Companhia

Com prefácio do artista-pesquisador, professor e crítico de dança Joubert Arrais, “Dança Balé Baião: 20 anos em Companhia” celebra os 20  anos de uma trajetória de resistência e resiliência artística imbricada no movimento comunitário da cidade de Itapipoca, sertão do Ceará. Festeja a continuidade coletiva permanente, junto com passagens provisórias de outros corpos dançantes.

Concepção e coordenação: Gerson Moreno | Produção editorial: Gerson Moreno e Cacheado Braga | Acompanhamento editorial: Joubert Arrais (Crítica com a Dança) | Revisão textual: Naiana Rodrigues, Gerson Moreno e Joubert Arrais | Projeto gráfico e designer: João Edson Albuquerque

7 de AGOSTO – domingo

15h

5º FÓRUM DANÇA E SUSTENTABILIDADE
‘Modus Operandi –  modos de ser, fazer, existir e acreditar dos coletivos de dança latino-americanos”

Coordenação: Sylvia Fernandez (BO) e Solange Borelli (BR)

Encontro com artistas, criadores e gestores latino-americanos numa discussão que busca compreender a realidade das artes cênicas, especialmente a dança, no contexto social, político e econômico em que se apresentam atualmente. Objetiva criar redes de articulação a fim de potencializar o intercâmbio artístico e cultural entre os países participantes. Em destaque os depoimentos dos diretores das companhias que participam da DANÇA À DERIVA 2016, sobre suas realidades e necessidades artísticas e culturais.  Atividade aberta a todos os interessados em políticas públicas para as artes em geral.

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SERVIÇO:
Dança à Deriva – 4ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea de 01 a 07 de agosto – espetáculos a partir das 19h.
Entrada gratuita (retirar ingressos com 1 hora de antecedência)
Galeria Olido – Centro de Dança Umberto da Silva
Endereço: Av. São João, 473 – 2º andar – República, São Paulo
Telefone: (11) 3331-8399

Ficha Técnica
Idealização e Direção Geral: Solange Borelli
Curadoria e Articulação Política: Sylvia Fernandez e Solange Borelli
Equipe de Produção: Adriana Menezes, Flavia Borsani, Leticia Andrade e Marcela Horta
Coordenação Técnica: Mauro Martorelli 

Informações adicionais
Elaine Calux – Assessoria de Imprensa
11 33689940 | 964655686
dancaaderiva2016@radarcultural.com.br
https://dancaaderiva.wordpress.com

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